
PROJETOS
Vantagem competitiva
de Mercado
Abordagem custo-diferenciação de Porter
Segundo Porter (1990) uma empresa obtém vantagem competitiva quando reali- za atividades de relevância estratégica (atividades da cadeia de valores) de uma forma mais barata, ou melhor, que seus concorrentes.Os dois tipos de vantagem competitiva gerada segundo tal modelo são: baixo custo e diferenciação. Essas duas opções básicas combinadas levam a três estraté- gias genéricas: liderança no custo total, diferenciação e enfoque na diferenciação ou no custo (escopo estreito).
Naturalmente, cada estratégia genérica tem suas peculiaridades. Contudo, todas elas tem uma meta em comum: a criação de valor para os clientes que estão dispos- tos a pagar por aquele produto.
Abordagem de Deschamps, uma perspectiva em nível tático-operacional
para configurar o desenvolvimento de produtos.
Proliferação de produtos: diz respeito a uma estratégia de alto risco, porem alta recompensa oferecendo valor aos clientes proporcionando um amplo leque de produtos. Adequando os produtos economicamente viáveis a cada grupo de clientes;
Valor pelo dinheiro pago: oferecendo excelentes produtos a preços ra- zoáveis;
Design: construir imagem e preço relacionados a atenção constante ao design ergonômico dos produtos, desenvolvendo assim uma imagem singular entre os clientes que estão voltados para tendências de estilo de vida;
Inovação: alimentar o crescimento em mercado pela introdução de um novo conceito após o outro;
Atendimento: vantagem competitiva baseada em valor percebido pelo cliente nos serviços prestados pelo fabricante;
Velocidade: focar na diminuição de lead time de lançamento de produtos e para atendimento de pedidos.
Fatores que determinam a competitividade no Mercado
Na medida em que se promove a abertura ao fluxo de bens e serviços, a ênfase passa a ser criar e sustentar vantagem competitiva dos produtos e em sondar recur- sos financeiros no mercado. O nível de competitividade, por sua vez, vem se ampli- ando não somente pelos movimentos de liberalização, desregulamentações setori- ais, quedas de barreiras tarifárias e não tarifárias, mas também pela elevada exigên- cia por parte dos consumidores que cada vez mais são exigentes em relação a qua- lidade de um produto e do avanço da tecnologia disponível para a operacionalização das atividades empresariais.
Flutuações bruscas nas taxas de câmbio, modificações políticas ocorridas com grande velocidade, deslocamento de capitais para novas áreas de investimento, o surgimento acelerado de novas tecnologias são alguns exemplos de instabilidades criadas no ambiente de negócios que podem alterar significativamente as vantagens alcançadas por meio de muito esforço.
Uma melhor compreensão dos diversos conjuntos de fatores macro e micro ge- renciais que afetam a competitividade pode ser obtida pela matriz conceitual de ABERNATHY, CLARK & KANTROW (1981), para a identificação dos elementos- chaves para a competitividade.
As questões macro são pertinentes ao espaço nacional tais como políticas ma- croeconômicas (política fiscal, tributária, monetária, industrial, comercial, mercado de capitais e sistema legal) e comportamento social (educação, cultura e religião). Por outro lado, temos as questões relacionadas ao ambiente interno de cada empresa como estrutura organizacional, cultura organizacional, tecnologia de produto e pro- cesso, além de métodos e técnicas gerenciais.
Muitas questões relacionadas à competitividade e desenvolvimento empresarial falham por não abordar de maneira clara cada uma das várias dimensões, e conse- quentemente a análise e recomendações chegam, em muitos casos, a deixar de fora considerações importantes. Cada um dos quadrantes pode ajudar a identificar as causas maiores de diversos problemas industriais, viabilizando a reflexão de uma busca eficiente de soluções mais abrangentes e completas.