
PROJETOS
CONFLITO
Estado de tensão que resulta de uma tensão interior vivida pelo sujeito quando se debate com motivações inconciliáveis. Kurt Lewin classificou os conflitos em três grupos:
1. Conflito aproximação/ aproximação.
Decisão sobre duas coisas desejáveis, mas incompatíveis.
Ex.: Escolher entre uma festa e uma viagem;
2. Conflito afastamento/ aproximação.
Decisão sobre algo que comporta aspectos positivos, mas também negativos.
Ex. Fazer uma viagem, mas ficar sem dinheiro.
3. Conflito afastamento/ afastamento.
Decisão sobre duas coisas igualmente desagradáveis, mas inevitáveis.
Ex.: Para uma criança - comer a sopa ou ir para a cama.
TEORIAS DA MOTIVAÇÃO
Principais teorias
1. Teoria de Abraham Maslow.
Este psicólogo, fundador da psicologia humanista, descreve o processo como o indivíduo passa das necessidades básicas, como se alimentar, a necessidades superiores como as cognitivas ou estéticas. Maslow estabelece uma estrutura hierarquia das necessidades partindo da ideia que se não se satisfaz uma necessidade básica, torna-se impossível satisfazer outras de ordem superior. Se tivermos fome (necessidade fisiológica), por exemplo, somos incapazes de nos concentrarmos em atividades estéticas. Esta ideia aplica-se a todas as atividades da vida humana, afirmando também que todos os homens aspiram à auto realização plena das suas potencialidades.
Hierarquia das motivações (por ordem crescente):
1. Necessidades fisiológicas
(água, luz solar, alimento, oxigênio, sexo, alojamento);
2. Necessidades de segurança
(estar livre do medo e das ameaças, de não depender de ninguém, de autonomia, de não estar abandonado, de proteção, de confidencialidade, de intimidade, de viver num ambiente equilibrado);
3. Necessidades de afeto ou de pertença
(afiliação, afeto, companheirismo, relações interpessoais, conforto, comunicação, dar e receber amor);
4. Necessidades de prestígio e estima social
(respeito pela própria dignidade pessoal, elogio merecido, autoestima, individualidade, identidade sexual, identidade sexual, reconhecimento);
5. Necessidades de auto realização e criatividade
(auto expressão, utilidade, criatividade, produção, diversão e ócio);
6. Cognitivas e de curiosidade, de conhecer o mundo (saber, inteligência, estudo, compreensão, estimulação, valia pessoal);
7. Estéticas (realização de possibilidades, autonomia pessoal, ordem, beleza, intimidade, verdade, objetivos espirituais).
2. Teoria Psicanalítica.
O comportamento do indivíduo é motivado por uma energia libidinal, que se manifesta sob a forma de pulsões. As satisfações destas pulsões diminuem a tensão no indivíduo, mas também produzem prazer. Nem sempre está satisfação se revela aceitável, o que origina frustrações e conflitos. A fim de evitar as frustrações e os conflitos, e tendo em vista diminuir a tensão interna, os mecanismos de controlo do ego (Eu), recorrem a várias estratégias para a controlarem estas tensões e obterem alguma satisfação das pulsões Na maior parte tratam-se de respostas elaboradas pelo inconsciente, sem que o indivíduo se dê conta disso.
Principais mecanismos de defesa do ego:
- Recalcamento: Processo de esquecimento inconsciente de lembranças desagradáveis. Os desejos e sentimentos inaceitáveis são mantidos no inconsciente.
- Repressão: Processo voluntário e consciente pelo qual o indivíduo esquece ou repele da consciência lembranças desagradáveis.
- Regressão: Retorno do indivíduo a formas de comportamento próprias de uma idade inferior à sua, nomeadamente a aquelas em que se sentia seguro e confiante.
- Projeção: Os desejos próprios são atribuídos a outras pessoas. O indivíduo atribui a outros desejos que são seus.
- Identificação. Adoção de comportamentos daqueles que nos impressionam e se nos impõe como modelos de comportamento.
- Sublimação: Substituição do objetivo da pulsão por outro socialmente aceite e estimável. Deste modo o desejo é satisfeito de modo indireto.
- Racionalização: Justificação, a posteriori, com o intuito de evitar sentimentos de inferioridade que ponham em risco a autoestima.
- Compensação: Realização de atividades inferiores para compensar outras tidas como superiores, mas face às mesmas o indivíduo manifesta medos ou assume certas incapacidades para a sua realização.
- Transferência: Mudança de um objeto proibido das pulsões para outro, relacionado com aquele, mas socialmente aceitável e socialmente aceitável.
- Fantasia.
O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?
A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades tais como motivar a si mesmo e persistir mediante frustrações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns. (Gilberto Vitor)
Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:
1. Auto - Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre.
2. Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação.
3. Auto - Motivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.
4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
5. Habilidade em relacionamentos interpessoais.
As três primeiras acima se referem à Inteligência Intrapessoal.
As duas últimas, a Inteligência Interpessoal.
IMPORTÂNCIA DAS EMOÇÕES
o Sobrevivência: Nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução. Como resultado, nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. Nossas emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. Por exemplo,
quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas.
Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança.
Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.
o Tomadas de Decisão: Nossas emoções são uma fonte valiosa da informação. Nossas emoções nos ajudam a tomar decisões. Os estudos mostram que quando as conexões emocionais de uma pessoa estão danificadas no cérebro, ela não pode tomar nem mesmo as decisões simples. Por quê? Porque não sentirá nada sobre suas escolhas.
o Ajuste de limites: Quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam. Se nós aprendermos a confiar em nossas emoções e sensações isto nos ajudará a ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física e mental.
o Comunicação: Nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros. Nossas expressões faciais, por exemplo, podem demonstrar uma grande quantidade de emoções. Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda. Se formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções. Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os problemas dos outros.
o União: Nossas emoções são talvez a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar dar emoções serem "universais".