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PROJETO E PLANEJAMENTO

O PROJETO NA VISÃO DO PLANEJAMENTO

 

Conceitos

O processo de criação de uma empresa, pressupõe a necessidade de investimento e, independentemente do tamanho e da finalidade, é uma tarefa árdua. Não apenas por causa de sua complexidade, mas por causa do trabalho duro no desenvolvimento das etapas que você precisa realizar. Como conceito de projeto, podemos dizer que é um processo gerencial que busca a transformação, das entradas (mão de obra, matéria-prima, energia, etc.) em saídas, que significam produtos ou serviços, para atender determinado mercado consumidor.

Sob o ponto de vista do interesse social, considera-se projeto como sendo o conjunto de informações, sistematicamente ordenadas, que nos permite estimar os custos e benefícios sociais de um determinado investimento, o que implica em dizer, as vantagens e desvantagens de utilizar os recursos de um país na produção de determinados bens e serviços. Ou ainda, de forma resumida, que é a racionalização do processo decisório, na escolha entre alternativas de investimento. E, como projeto de investimento, entendemos como sendo um conjunto de gastos em itens de investimento como, máquinas e equipamentos, obras civis destinadas a construções e reformas, instalações, aquisição e desenvolvimento de tecnologias, etc.

 

Além dos investimentos fixos, o projeto também deve contemplar uma parcela de recursos destinada a suprir eventuais necessidades do fluxo de caixa, denominado capital de giro associado. Identifica-se três finalidades básicas nos projetos de investimento: a implantação de um novo negócio; a ampliação e/ou, a modernização de um negócio existente. Desde o início das atividades do projeto, é necessário levar em conta o planejamento global, a curto, médio e longo prazo, a definição do negócio a desenvolver, a avaliação de riscos envolvidos, a capacidade financeira, estudo de mercado, viabilidade, etc. Todavia, a própria globalização dos mercados visivelmente afeta o meio ambiente das organizações. Torna-se dinâmico, turbulento e em rápida mutação.

 

A empresa cooperativa, por sua vez, deve aumentar a capacidade de aprendizagem para se adaptar aos novos ambientes, incluindo a internet, usando softwares e ferramentas de inteligência competitiva. Isso requer a consideração de um plano para a cooperativa, como um documento formal, escrito, preparado para seguir um processo realista e lógico, coerente e orientado para as ações futuras a serem executadas, tanto pelo proprietário do negócio, como também os funcionários da empresa, utilizando os recursos disponíveis da organização para alcançar certos resultados (metas e objetivos) e, ao mesmo tempo, estabelecer mecanismos que monitorem estes avanços. Portanto, podemos dizer que a criação de um negócio cooperativo é o resultado de um processo de gestão estratégica que visa projetar e implementar uma estratégia de sobrevivência, a médio prazo, com revisão das ações, posteriormente.

 

Esta ideia é seguida por diversos autores e instituições, que têm lidado com o tema de forma frequente. E, através da criação de novos negócios, determinar os cinco elementos essenciais de qualquer estratégia:

 

recursos,

ações,

pessoas,

controles

e resultados.

As técnicas de elaboração e avaliação de projetos também tem sua justificativa existencial sob o ponto de vista social para as cooperativas, porque considera os custos e benefícios sociais da utilização de recursos da comunidade na produção de determinados bens e/ou serviços. E, sob o ponto de vista empresarial, porque permite avaliar as vantagens relativas de um determinado uso dos recursos do empresário (capital e capacidade empresarial) face a possibilidades alternativas de investimento. Por um lado, também serve como justificativa de um programa de produção e, de um outro lado, como um mecanismo técnico-administrativo que permite minimizar os riscos inerentes à decisão de investir.

 

Portanto, essas técnicas têm grande importância como instrumental técnico administrativo e de avaliação econômica, permitindo dinamizar o processo pelo qual as poupanças se transformam em investimentos efetivos, a fim de estimular a elevação geral das economias das comunidades, apresentando-lhe de forma racional e convincente, oportunidades de investimento rentável. Permite, também, assegurar e viabilizar a concretização das metas ou diretrizes estabelecidas no plano de desenvolvimento.

A DECISÃO DE INVESTIR DA COOPERATIVA

 

As cooperativas deparam-se com frequentes demandas e necessidades de investimentos.

Cientes da responsabilidade, os gestores devem incluir o projeto como parte integrante do processo de planejamento e decisão, visto que as decisões de investimento, em geral, envolvem grandes volumes de recursos, são de longa duração, e, consequentemente, exercem um impacto profundo na empresa. Além disso, o risco envolvido na decisão pode ser muito grande para a empresa, sendo necessário ter-se uma medida do mesmo e do seu impacto. Logo, o projeto se traduz em um forte instrumento, refletindo cenários qualitativos e quantitativos do ambiente do negócio que a cooperativa avalia.

Os objetivos que resultarem deste processo nortearão o planejamento estratégico da cooperativa. Neste ponto, e antes que as decisões estratégicas sejam operacionalizadas, tem-se o processo de elaboração e análise de projetos, como um simulador e realimentador das decisões estratégicas, particularmente das decisões de investimento. Antes que, do planejamento estratégico, resultem as decisões de investimento e antes que estas sejam implementadas, é necessário testar sua viabilidade e verificar se são compatíveis com os objetivos. Esta verificação de viabilidade é feita utilizando- se os passos sequenciais de um projeto.

Observa-se que à medida que o tempo passa, o processo de planejamento estratégico passa para planejamento tático. Assim, quando a empresa constata a viabilidade de determinada decisão de investimento e decide pela sua implementação, tem-se que o planejamento passa de estratégico para tático e o projeto de viabilidade cede seu lugar para o projeto final. Neste ponto o projeto já deve estar definido em seus pontos principais, começando o trabalho de detalhamento de engenharia e de implantação.

O projeto pode não ser aceito em qualquer ponto da fase em que se analisa sua viabilidade. Porém, isto vai se tornando cada vez mais difícil à medida que se avança na sua implementação, até que se chegue à constatação que não haverá retorno. A partir deste ponto, os custos associados à desistência são maiores do que aqueles que se incorre continuando a implantação, mesmo que as condições tenham mudado. Em seguindo a implantação, o projeto entra na fase de testes de operação e, finalmente, de operação.

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