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DEFINIÇÃO, ELABORAÇÃO, E ETAPAS DE UM PROJETO

Definição de Projeto

 

Para se definir projeto, bastaria incluir um dos tantos conceitos elaborados por autores tão qualificados, quanto Heloísa Lück (2003, p. 27): “Entende-se por projeto, neste contexto, como um conjunto organizado e encadeado de ações de abrangência e escopo definidos, que focaliza aspectos específicos a serem abordados num período de tempo, por pessoas associadas e articuladoras das condições promotoras de resultados, com um determinado custo”.
 

Sua clareza e objetividade bem expressam o cotidiano de quem já está disciplinado a pensar de forma empreendedora, ou seja, de quem sabe o que quer, estabelece metas para consegui-lo, seleciona meios e recursos para serem as possibilidades de execução, determina prazos e constitui parâmetros de qualidade para avaliar os resultados. Esse é o conteúdo básico da elaboração de um projeto.


À feição dos jornalistas, podem-se estabelecer questões, cujas respostas facilitam os alicerces de um projeto, senão, observe-se:


    O que se deseja? Definir o objeto almejado.
    Por que? Justificar o empreendimento.
    Para que? Definir os objetivos a serem atingidos.
    Como? Selecionar pessoas capazes de empreender e realizar; estabelecer formas de trabalho, das atividades           necessárias, de escolha e utilização dos recursos.
    Quando? Determinar prazos para cada etapa de execução cuja flexibilidade viabilize sua execução sem                comprometer os resultados.
    Onde? Definir locais adequados e necessários.
    Valeu a pena? Realizar avaliação criteriosa dos erros e acertos para se garantir resultados profícuos e positivos.


Assim descrito pode parecer simples, no entanto, as tarefas vão assumindo características cada vez mais complexas e amplitudes muitas vezes inesperadas diante do novo, que vai se configurando. Podem demandar adaptações e correções de rumo, porque podem surgir eventos de maiores proporções e esse é o maior desafio das inovações: lidar com o desconhecido que vai se apresentando e concretizá-lo com habilidade e qualidade nesse processo criativo que produz o novo.

 

Etapas de um Projeto


As etapas do ciclo vital de um projeto podem ser representadas por suas principais atividades (grupos de processos):
Iniciação/Concepção:


a.    identificação de necessidades e/ou oportunidades;
b.    caracterização e definição da situação-problema;
c.    determinação dos objetivos e metas a serem alcançados;
d.    análise do ambiente do problema;
e.    definição do escopo (produto ou subproduto do projeto);
f.     análise dos recursos disponíveis;
g.    avaliação da viabilidade dos objetivos;
h.    estimativa dos recursos necessários;
i.     elaboração da proposta do projeto.

 

Planejamento, Execução, Controle e Conclusão:


Planejamento:

 

Fase de estruturação e viabilização operacional do projeto;

garantia da consistência entre os objetivos estabelecidos e os recursos disponíveis.

Destacam-se como atividades pertinentes:


a.    detalhamento das metas e objetivos a serem alcançados;
b.    definição do gerente do projeto;
c.    programação das atividades e elaboração de cronograma para a execução das atividades previstas;
d.    determinação dos resultados tangíveis a serem alcançados durante a execução do projeto;
e.    programação dos recursos financeiros, humanos e materiais;
f.    delineamento dos procedimentos de acompanhamento e controle do projeto;
g.    estruturação do sistema de comunicação.

 


Execução:

Fase de realização de todas as projeções contidas no documento denominado projeto,

cujas principais ações a serem efetivadas se apontam:


a.   verificação do escopo;
b.   comunicação entre os participantes do projeto;
c.   disponibilidade de recursos;
d.   mobilização das equipes, materiais e equipamentos;
e.   controle da qualidade dos procedimentos;
f.    monitoramento do emprego dos recursos;

g.   geração e reprogramação de atividades necessárias.

 


Controle:

As ações desta fase devem garantir de forma proativa às ações previstas acontecerem como projetado;

e às imprevistas serem avaliadas e incluídas, ou não, ao projeto permitindo correções e redefinição de rotas. (Menezes, 2003, p. 196), por meio de:


a.    monitoramento dos processos, ou seja, acompanhamento físico de sua execução;
b.    análise das distorções,
c.    apresentação de soluções;
d.    replanejamento do projeto, se necessário.

 


Conclusão:

Fase final do projeto, que consiste na certeza de que todas as metas foram atingidas;

momento da avaliação do desempenho final, com base nos indicadores estabelecidos.
 

 

Características


Os projetos podem ser elaborados para se solucionar uma situação-problema, consistindo basicamente em transformar ideias em ações, de imediato, a curto, médio ou a longo prazo. Dessa forma, torna-se um documento em que se descreve tudo que é necessário para o desenvolvimento de atividades a serem executadas com o fim de se alcançar objetivos num determinado tempo.


O conhecimento técnico da elaboração de um projeto tem sido exaustivamente estimulado pelas escolas do SENAI, refletindo-se em toda atividade empreendedora fomentada na atualidade nacional e globalizada, exemplificadas pelos hotéis inovadores, pelas incubadoras, pelas redes e parques tecnológicos, pelo estímulo ao empreendedorismo.


As principais características de um projeto, segundo Vargas (2003, p. 15), são: 

a temporalidade (início, meio e fim),

individualidade do produto ou serviço a ser desenvolvido (garantia de inovação),

complexidade (clareza dos objetivos, condução das atividades, emprego dos recursos)

e acrescente-se a mobilidade de certos parâmetros (prazos, custos, pessoal, material e equipamento e qualidade), constantemente revisados.


Para Lück (2003, p.70/80),

projetos que funcionam apresentam características importantes para os resultados finais, tais como:


•    Clareza: percepção clara do foco do projeto; linguagem simples; não detalhar mais do que o necessário.
•    Objetividade: percepção e descrição da realidade.
•    Especificidade: delimitação do foco sem utilizar questões genéricas.
•    Visão estratégica: previsão de fatos; busca de resultados positivos e não apenas de possíveis.
•    Aplicabilidade: condições de viabilidade; projetos executáveis.
•    Criatividade: olhar novo sobre a realidade; atribuição de diferencial competitivo.
•    Flexibilidade: capacidade de lidar com imprevistos e de realizar adaptações e redirecionamentos.
•    Consistência: boa fundamentação, aprofundamento teórico-conceitual dos componentes.
•    Coerência: estabelecimento de unidade temática em todos os segmentos do projeto; objetivos coerentes ao              problema, à metodologia e às demais etapas.
•    Globalidade: relação equilibrada entre o todo e as partes.
•    Unidade: vínculo entre os elementos conceituais; superação de dicotomias, fragmentações;
•    Responsabilização: estabelecimento de responsabilidades dos participantes, orientando suas ações para o foco        principal.

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