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PRINCÍPIOS GERAIS DE ADMINISTRAÇÃO PARA FAYOL

Divisão do trabalho: consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência.
Autoridade e Responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência, responsabilidade é uma consequência natural da autoridade. Ambos devem estar equilibrados entre si.
Disciplina: depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos.
Unidade de Comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um superior.

É o princípio da autoridade única.
Unidade de Direção: uma cabeça é um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo.
Subordinação de Interesses Individuais aos Interesses Gerais:

os interesses gerais devem sobrepor-se aos interesses particulares.
Remuneração do Pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição.
Centralização: refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização.
Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. É o princípio de comando.
Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana.
Equidade: amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal.
Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal: a rotação tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa perma- necer num cargo tanto melhor.
Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar seu sucesso. Espírito de equipe: harmonia e união entre as pessoas são grandes forças para a organização.

ELEMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO

TEORIA CLÁSSICA - ELEMENTOS DA ADMNISTRAÇÃO

Elementos da Administração para Urwick


    Investigação;
    Previsão;
    Planejamento;
    Organização;
    Coordenação;
    Comando;
    Controle.    

Elementos da Administração para Gulick


    Planejamento;
    Organização;
    Assessoria;
    Direção;
    Coordenação;
    Informação;
    Orçamento.

FUNÇÕES UNIVERSAIS DA ADMINISTRAÇÃO

Previsão: envolve avaliação do futuro e aprovisionamento em função dele. Unidade, continuidade, flexibilidade e previsão são os aspectos principais de um bom plano de ação.
Organização: proporciona todas as coisas úteis ao funcionamento da empresa.
Comando: leva a organização a funcionar. Seu objetivo é alcançar o máximo retorno de todos os empregados no interesse dos aspectos globais.
Coordenação: harmoniza todas as atividades do negócio, facilitando seu negócio e seu sucesso. Ela sincroniza coisas e ações em suas proporções certas e adapta os meios aos fins.
Controle: consiste na verificação para certificar se todas as coisas acorrem em conformidade com o plano adotado, as instruções transmitidas e os princípios estabelecidos. O objetivo é localizar as fraquezas e erros no sentido de retificá-los e prevenir a ocorrência.

AS DIMENSÕES DE LIDERANÇA: ASPECTOS A CONSIDERAR

"A liderança potente é uma questão de estar consciente do que está acontecendo no grupo e agir apropriadamente. Ações específicas são menos importantes do que a clareza e a consciência do líder. É por essa razão que não existem exercícios ou formulas que garantam uma liderança bem-sucedida."


Há quem afirme que os primeiros estudos sobre liderança surgiram em 1904, mas na realidade os estudos mais sérios, com fundamentação científica neste campo, datam da década de 1920 a 1930, quando se iniciaram as célebres observações nas fábricas de Hawthorne da Western Electric, nos Estados Unidos.
 
A liderança é um aspecto da administração. É um mecanismo capaz de harmonizar as necessidades dos indivíduos com as exigências da organização. É um processo abrangente que ocorre praticamente em todos os segmentos da sociedade: na família, na escola, na empresa enfim, em todas as integrações sociais. Ela se manifesta sempre que uma pessoa procura, de qualquer maneira, influenciar o comportamento de outra, ou de um grupo, com vistas a alcançar objetivos. Ao analisarmos o campo desta relação, denominada liderança, percebemos que ainda há muito por estudar, principalmente, por este assunto possuir um profundo sentido social e psicológico, e ser utilizado por muitos, nas mais diferentes concepções, o que dificulta razoavelmente a sua compreensão.


Considerações retratadas aqui, aparentemente diversas, fluíram com a leitura de alguns autores, cujas abordagens, aqui apresentadas, servirão como ponto de partida para nossas observações e conclusões.


Nos estudos de Drucker (1996, p.1) considerado o pai da administração moderna, “o líder tem que gerenciar a si próprio; conhecer as suas forças e colocá-las em benefício dos bons propósitos. A liderança começa, não quando você estabelece regras para os outros, mas quando você traça regras muitos exigentes para si próprio."

 

Para Tannenbaum, Wescheler, Massarick (1972, p.3) "liderança é a influência interpessoal exercida numa situação e dirigida, através do processo de comunicação para consecução de objetivos comuns." Essa liderança não seria apenas no sentido hierárquico chefia x subordinado, mas em qualquer situação em que uma pessoa exerça influência sobre outra.


Fielder & Chemers (1981, p.3) afirmam que: "liderança é a tomada de iniciativas que resultam num padrão homogêneo de interação em grupo, voltada para a solução de problemas mútuos."

Burns apud Lapierre (1995, p. 71) enfatiza a liderança como um:

“Processo recíproco de mobilização de recursos econômicos, políticos e outros, vivido num contexto de cooperação e conflito, por pessoas que possuem certas motivações e valores, para atingir objetivos perseguidos individual ou conjuntamente pelos líderes e seus seguidores."

Embora existam muitos conceitos e definições, observamos que a liderança:

a.    É caracterizada pela atitude integrada e dirigida para um objetivo comum ao líder e ao grupo;
b.    Depende da aceitação integral do líder pelo grupo, de modo a se conseguir uma integração do esforço e;
c.    Se processa dentro de um ambiente condicionado por forças sociais, formais e informais.

Isto nos leva a crer que em princípio a liderança não é outra coisa senão a função exercida pelo líder. O líder lidera por se destacar e influenciar um grupo. Portanto, a proeminência e a influência são duas condições essenciais à caracterização do líder. Podemos, assim, dizer que liderar é conduzir uma pessoa ou grupo a agir de determinada maneira em uma determinada situação. Consequentemente, diante destas análises, deduzimos que se pode aprender a liderar e que, para liderar não bastam, apenas, as qualidades do líder, é necessário haver uma situação onde, o clima social e os objetivos passam a ser fatores preponderantes.


Outro aspecto a considerar neste estudo, diz respeito aos tipos de liderança, que segundo Uris apud Krause (1981, p.76) podem ser estabelecidos através dos seguintes fatores determinantes: necessidades humanas fundamentais dos indivíduos; modo de ser do grupo propriamente dito; situação e; personalidade do chefe. Dentre os vários tipos de liderança, achamos oportuno fixar os três seguintes: democrático, autocrático e liberal. A escolha se justifica por serem os que mais se aproximam da realidade das empresas. O quadro abaixo expõe algumas características destes estilos de liderança:

CLIMA          ATITUDE DO GRUPO    TOMADA DE DECIDÃO    RESPONSABILIDADE
Autocrática    Obediência                 No chefe                        No chefe
Democrático  Cooperação                Chefe/ Grupo                 Chefe/ Grupo
Liberal           Iniciativa                     Indivíduos                       Indivíduos

Como vimos nos resta uma curiosidade. Qual será o tipo de liderança mais adequado as unidades de informação? Antes de fazermos algumas considerações desta natureza, vejamos o que Krause (1981, p.74) afirma: "em determinadas situa-ções, a liderança autocrática é a mais adequada; sob certas situações, a liderança democrática é a melhor; sob determinadas condições, a liderança liberal é a melhor." Podemos afirmar que o líder deve saber a cada momento, escolher determinada solução para certa situação e, ter sempre em mente que:

 

liderança autocrática não significa ditadura;

liderança democrática não é pôr tudo a voto;

liderança liberal não significa ausência de liderança.

A liderança é específica em relação à situação que no momento se investiga. Aparentemente difícil esta adaptação, no entanto o profissional da saúde para exercer a função de líder não precisa mudar de persona- lidade, basta mudar o modo de agir. Diante destas considerações podemos afirmar que a sobrevivência, o progresso e o êxito das unidades de informação estão relacionados diretamente com a função da liderança, tendo o profissional da saúde, um papel preponderante nesse processo.

TIPOS DE LÍDER

LÍDER AUTORITÁRIO - aquele que determina as ideias e o que será executado pelo grupo, e isso implica na obediência por parte dos demais. É extremamente dominador e pessoal nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro do grupo. Muitos condenam esta postura, e acham inválido este tipo de comportamento. Sua origem remonta da antiguidade. Apesar de este comportamento ser considerado inadequado, o seu uso tem provado certa eficiência em algumas ocasiões, e com certo tipo de pessoas lideradas. Pensemos por exemplo, em um grupo relutante no cumprimento de seus deveres e que não quer colaborar nem assumir responsabilidades.


LÍDER DEMOCRÁTICO - aquele que determina, junto com o grupo, as diretrizes, permitindo o grupo esboçar as técnicas para alcançar os objetivos desejados. É impessoal e objetivo em suas críticas e elogios. Para ele, o grupo é o centro das decisões. Acreditamos que a ação do líder democrático é de suma importância para o progresso da organização.


LÍDER LIBERAL - Aquele que participa o mínimo possível do processo administrativo. Dá total liberdade ao grupo para traçar diretrizes. Apresenta apenas alternativas ao grupo.


LÍDER SITUACIONAL - é aquele que assume seu estilo de liderança dependendo mais da situação do que da personalidade. A postura deste líder brota ante as diferentes situações que ele detecta no dia-a-dia. Possui um estilo adequado para cada situação.


LÍDER EMERGENTE - diz respeito àquele que surge e assume o comando por reunir mais qualidades e habilidades para conduzir o grupo aos objetivos diretamente relacionados a uma situação especifica. Por exemplo, num caso extraordinário, onde determinadas ações devem ser traçadas de imediato.

Assim, entendemos que tanto as situações como os grupos variam; os líderes, também. Portanto, um líder não pode assumir uma determinada postura e eternizá-la. Mas, ao contrário ele deve assumir uma posição adequada sempre levando em consideração o tipo de tarefa a ser executada, as pessoas lideradas e a situação a ser enfrentada. Por isto, comumente afirmamos que o êxito do líder e de seus liderados está diretamente ligado ao estilo de liderança adotado. Contudo, em lugar de sugerirmos uma escolha entre os diversos estilos de liderança, aqui apontados, decidimos oferecer todo um espaço com enfoques precisos dos estilos, sem sugestão de que um esteja sempre certo e o outro esteja errado, para que o profissional da saúde com um senso crítico apurado possa refletir em cima dessas considerações, haja vista um estilo apropriado de liderança depender de situações e personalidades.


Portanto, os profissionais envolvidos com o trabalho informacional devem adotar a liderança como uma forma de mudança porque atualmente, ela é de vital importância e seu efeito cumulativo faz a diferença entre as burocracias sufocantes  e as organizações vivas e flexíveis. Acreditamos assim, que a ação do profissional da saúde, como líder, somado às variáveis: atualização do acervo, diversidade de produtos e servidos ofertados, satisfação dos clientes e dos profissionais são ele- mentos de relevância para o progresso e o êxito das unidades de informação. As mudanças organizacionais são processos amplos e complexos, e porque não afirmar necessários para que uma organização sobreviva neste contexto. Muitos concordam que o princípio de sucesso não se dá apenas no nível econômico e tecnológico. Atualmente não há dúvidas, que a liderança é considerada um mecanismo eficaz e competitivo para a organização.

Para remate final deste estudo, o que pode instigar discussões mais aprofundadas acerca do mesmo, consideramos alguns pontos básicos que servem de deli- mitadores do assunto em pauta:

a)    O êxito da liderança está diretamente relacionado com as relações inter-pessoais, com o desenvolvimento dos conhecimentos, habilidades e atitudes adequadas ao grupo, à situação e aos propósitos comuns;
b)    só há liderança quando existe autoridade consentida;
c)    não é suficiente querer ser líder; é preciso saber liderar;
d)    nenhum estilo de liderança é o mais adequado, cada estilo é provavelmente eficaz sob um dado conjunto de condições dependente dos requisitos da realida- de percebida pelos líderes.

Portanto, todos os profissionais engajados no contexto informacional devem considerar o fenômeno de liderança nas decisões gerências. Muitos líderes das unidades de informação só se preocupam com a rotina de seus cargos e os desempenham sem imaginação. É necessária uma maior sensibilização para esta causa pois, a liderança pode ajudá-los a tornar o trabalho informacional mais eficaz.


Eis algumas sugestões de compromissos de liderança para profissionais que, estão preocupados em acompanhar as mudanças e encontrar caminhos alternativos para que as unidades de informação sobrevivam aos desafios do novo século:

a)   buscar oportunidades, experimentar e assumir riscos;
b)   pressentir o futuro, recrutar outras pessoas e fomentar a colaboração;
c)   fortalecer os outros, dar exemplo consistentes, planejar pequenas vitórias, reconhecer as contribuições individuais e comemorar as realizações.

Em suma captamos que existindo maior liberdade de ação e participação maciça do grupo, todos terão maiores oportunidades de êxito. Para isto, é necessário que o profissional da saúde seja um líder participativo, aberto, flexível em seu comportamento, inovador nas suas decisões e que resgate o processo da liderança para cultivar a objetividade, a determinação, o autocontrole e a autoconfiança na busca constante de bons resultados. Sem dúvida, podemos afirmar que este assunto é muito amplo, motivo pelo qual não podemos esperar que o profissional da saúde se familiarize de imediato. Entretanto, não há razão para que ele não conheça os enfoques essenciais da liderança discutidos neste estudo que consideramos limitados, mas suficientes para iniciar um trabalho, considerável sobre o tema, nas unidades de informação. Até mesmo porque, em qualquer área do conhecimento conhecer não basta. É preciso que o profissional seja capaz de colocar o conhecimento em prática.

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