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FEEDBACK
 

Texto adaptado de Carla Isabel Vieira Branco, Elen Sabrina O. de Souza, Luiz Alexandre de Souza Costa e Marcela Ferreira Guimarães
 

O que é Feedback ?
 

Feedback é um termo muito utilizado na eletrônica que significa realimentação, ou seja uma parcela do sinal da saída de algum circuito eletrônico, sendo aplicado novamente na entrada para que seja novamente aproveitado. Isso pode gerar uma situação desejável ou não, pois em certos casos essa realimentação não é desejada. É o caso do som da microfonia. O Feedback também é utilizado onde é necessário um controle de alguma situação ou objeto, quando poderá ser positivo ou negativo e em função disso, um circuito de controle estabilizará a saída. Nas relações interpessoais que dependem do comportamento humano, o termo Feedback apresenta grande importância por verificar que todo comportamento dirigido requer Feedback negativo, pois sinais do objetivo são necessários para a orientação do comportamento.
 

Na visão de Rosenblueth, Wiener e Bigelow (1943), o comportamento pode ser dividido em dois tipos, os "de Feedback" e "não-Feedback". O comportamento de Feedback poderá ser dividido em duas partes: previsível e não previsível e o comportamento de não feedback ocorre quando não há retorno do objeto no decorrer de determinadas atitudes. O processo de Feedback poderá ser útil na modificação de comportamentos, é comunicação de uma pessoa ou um grupo no sentido de fornecer informações de como essa pessoa está sendo afetada, contribuindo assim para direcionar seus objetivos. Para ser eficaz e contribuir para essas mudanças é necessário que seja:


•    Descritivo ao invés de avaliativo: Quando não há envolvimento emocional, o sujeito se torna menos defensivo, se sentindo à vontade para utilizar as informações de retorno e aplicá-las da melhor forma possível.
•    Específico ao invés de Geral: Em determinado momento que você diz a alguém que ele é "dominador", isso poderá ter menos importância do que demonstrar isso quando ele se comportar assim, em determinada ocasião.
•    Compatível com as necessidades: O Feedback pode ter caráter destrutivo quando apenas as necessidades do comunicador forem levadas em consideração e as do receptor esquecidas.
•    Dirigido: Poderá gerar frustração caso o receptor só reconheça suas falhas, naquilo em que não tem o controle para mudar.
•    Solicitado ao invés de Imposto: Será mais proveitoso quando o receptor indagar algo que os que observam possam responder.
•    Oportuno: O Feedback será mais proveitoso logo após um determinado comportamento, onde o sujeito estará mais flexível, mas dependerá de alguns fatores como emocionais e receptividade.
•    Esclarecimento para assegurar comunicação precisa: Um modo de comprovar uma ideia é o receptor repetir o Feedback, para que o transmissor possa se assegurar de que foi bem entendido. Quando em um Grupo de Treinamento, o Feedback poderá ser comparado e compartilhado entre os participantes do grupo.

 

Na prática, é observado a dificuldade de se dar e receber Feedback, que poderá ser comprovado através da observação dos insucessos frequentes na comunicação interpessoal.
 

As dificuldades de dar e receber feedback:
 

O Homem sofre grande dificuldade em aceitar as suas limitações, principalmente ter que as admitir diante de pessoas que ele não confia ou em caso de ambiente de trabalho podem até afetar a sua imagem (status). O receio do que as pessoas podem pensar, o sentimento de invasão de privacidade e/ou medo de não obter o apoio que esperam para suas limitações e necessidades, faz com que elas se fechem, dificultando assim a abertura para a interação e troca de Feedback, tão necessário em uma relação.
Quando nos percebemos que estamos contribuindo para o problema e que precisaremos mudar algo em nós mesmos para melhorarmos a validação do Feedback, poderemos agravar o problema, nos fechando (negação) e passando ao outro toda culpa, apontando seus erros e até mesmo agredindo-o A resolução de alguns problemas pode se dá através do reconhecimento de alguns traços da nossa personalidade que até então tentamos disfarçar. Procurando pensar no assunto, poderemos melhorar nossa conduta, contribuindo assim para uma melhor relação e troca de Feedback.


Muitas vezes as pessoas não estão preparadas, psicologicamente para receber feedback, sendo assim elas os interpretam mal e se sentem magoadas com a intervenção, pois feedback em nossa cultura, ainda é percebido como uma crítica e implicará em reações emocionais imprevisíveis. Mesmo com toda a dificuldade é muito importante para nós darmos e recebermos feedback, seja ele positivo ou negativo para que possamos avaliar e corrigir os nossos erros e com isso melhorarmos como pessoas. Para superar as dificuldades de dar e receber Feedback, é necessário uma relação de confiança recíproca e o reconhecimento de que Feedback é um processo conjunto, diminuindo assim as barreiras entre o comunicador e o receptor. Devemos aprender a ouvir e expressar nossas opiniões sem reações emocionais defensivas e/ou ofensivas intensas. Todos nós gostamos de dar conselhos, pois de certa forma, isso nos faz sentirmos importantes, porém poderá vir daí o perigo de pensar no Feedback como uma forma de mostrar nossa inteligência e habilidade, não contribuindo assim para a verdadeira utilidade do Feedback para o receptor.


Feedback de Grupo:
 

O grupo também tem necessidade de receber informações sobre o seu desempenho. Ele pode precisar saber se há muita rigidez nos procedimentos, se está havendo utilização de pessoas e de recursos, qual o grau de confiança no líder e outras informações sobre o seu nível de maturidade como grupo. Os mesmos problemas envolvidos no feedback individual estão presentes no grupo em maior ou menor grau. Assim, o grupo pode receber feedback de:


    Membros atuando como participantes-observadores.
    Membros selecionados para desempenhar uma função específica de observador para o grupo.
    Consultores externos ou especialistas que vêm para fazer observações, valendo-se de perspectivas mais objetivas.
    Formulários, questionários, folhas de reação, entrevistas.

 

À medida que os membros amadurecem e desenvolvem suas habilidades em dar e receber feedback individual, tornam-se, também, hábeis em dar feedback ao grupo como um todo, sempre que necessário e oportuno.
Os resultados individuais também servem de feedback individual: cada membro do grupo recebe um quadro com auto percepção e heteropercepção de seu superior imediato e de três subordinados seus.
A sessão de feedback é uma das mais ricas do laboratório de treinamento, tanto a nível individual quanto a nível grupal, permitindo aos membros processarem as informações individuais e grupais, sem defensividade, num clima aberto, de apoio mútuo e com abordagem de resolução de problemas.
Alguns aspectos importantes que devem ser considerados dentro de uma organização para facilitar a interação interpessoal, satisfazendo o próprio funcionário, o chefe e a empresa.

 

Fatores que contribuem para que a organização tenha equipes consolidadas ou em formação em que seus participantes tenham tais capacidades:
 

•    Propor mudanças nas quais acreditam;
•    Discutir as mudanças propostas, procurando compreender suas causas e avaliando as consequências;
•    Encorajar uns aos outros a expressarem suas ideias e seu potencial;
•    Buscar e repassar os conhecimentos;
•    Assumir a responsabilidade pelos resultados que a equipe produz;
•    Identificar e administrar conflitos na equipe, entre equipes, com fornecedores e clientes;
•    Negociar e otimizar recursos;
•    Dar e solicitar feedback;
•    Dar e solicitar apoio;
•    Desenvolver nas pessoas essa difícil habilidade de dar e buscar feedback;
•    Otimizar os resultados da empresa;
•    Ajudar a evitar erros e potencializar acertos;
•    Apoiar a linha de frente a deixar no cliente um gostinho de "quero mais"; Implantar acompanhamento e

 

feedback do desempenho:
 

•    Definição de resultados a serem atingidos;
•    Sistemática de mensuração de resultados;
•    Definição de planos de autodesenvolvimento;
•    Sistemática de feedback; Acompanhar evolução das pessoas:
•    Definir resultados a serem atingidos;
•    Pesquisar periodicamente a satisfação do cliente;
•    Acompanhar planos de autodesenvolvimento;
•    Dar periodicamente feedback aos fornecedores;
•    Rever continuamente os procedimentos para garantir resultados;

 

COMPREENSÃO EMPÁTICA
 

A compreensão dos outros, um dos aspectos mais importantes nas relações humanas, é a aptidão de se colocar no lugar do outro, ou seja, ver e perceber com os olhos do outro. A essa aptidão denominamos sensibilidade social ou empatia. Entende-se que empatia é diferente de simpatia, de antipatia ou d apatia. Simpatia você sente em relação ao outro, quando esse outro lhe remonta lembranças, atitudes, ideias que lhe são agradáveis, que lhe atraem. Tem-se simpatia por Maria, sinto-me alegre se ela está alegre, triste se está triste e vibro com seus sucessos. Na atitude empática compreendo como Maria se sente (alegre ou triste) e sua maneira de agir em função desses sentimentos, mas não me envolvo neles. Sou capaz de compreendê-la, mas não de sentir o que ela sente (simpatia). A atitude empática independe da simpatia, não precisamos gostar nem simpatizar com a pessoa, precisamos ter sensibilidade para compreender como a pessoa se sente frente a uma determinada situação ou sentimento.


Se você for lidar com pessoas, você deverá:
 

a)    Compreender as pessoas (sensibilidade social, empatia);
b)    Ter flexibilidade de ação (comportamento) em função das atitudes e sentimentos que você conseguiu empatizar.

 

Flexibilidade de comportamento significa que você deve conduzir-se apropriadamente numa situação dada, com determinada pessoa. Veja os casos que seguem:


Se Maria – criança de 05 anos me agride;
Se Paulo – um adolescente de 13 anos me agride; Se meu pai – um adulto me agride;
Se meu chefe – também adulto me agride;
Se minha namorada – a quem amo, me agride...
...não posso ter uma reação uniforme para com todos os casos. Se assim agir, não terei flexibilidade de comportamento, me faltou empatia (compreender o comportamento de cada um, com as suas peculiaridades).
Isso significa que devo ter um repertório de condutas que varia conforme a situação e a pessoa.

 

Este tipo de comportamento você poderá desenvolver submetendo-se a um treinamento em sensibilidade social e flexibilidade de comportamento.


Você poderá começar a desenvolver sensibilidade social e flexibilidade de comportamento através- de:
 

a)    Melhor conhecimento de si próprio;
b)    Melhor compreensão dos outros;
c)    Melhor convivência em grupo;
d)    Desenvolvimento de aptidões para um relacionamento mais eficiente com os outros.

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