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TIPOS DE PROJETOS

E INOVAÇÕES

Tipos de projeto

Em Esteves (2005, p.17), encontra-se uma lista adaptada de projetos, baseada em Casarotto Filho (1999),

que classifica projetos em três áreas:

       prestação de serviços,

       industrial

       e de infraestrutura,

apresentadas a seguir.

 

Projetos da área de prestações de serviços, que são associados:

  • Assistência técnica: à solução de problemas de engenharia que compreendem coleta, interpretação e análise de dados e informações, seguidos de preparação de relatório conclusivo e com recomendações.

  • Estudos técnicos: ao aperfeiçoamento e/ou desenvolvimento de tecnologias ou de outros estudos, inclusive os de natureza multidisciplinar, cuja finalidade seja definir a viabilidade técnica e/ou econômica de uma tecnologia ou de um empreendimento.

  • Projetos de engenharia: à elaboração de um conjunto de documentos, constituído de especificações, lista de materiais e desenho de detalhes. Esses indicam, esclarecem e justificam todos os critérios de dimensionamento, hipóteses de cálculos técnicos, de execução e custos de uma utilidade física (unidade ou sistema).

  • Compras técnicas: ao cadastramento de fabricantes; seleção de equipamentos, máquinas, componentes, materiais de construção, etc.; preparação de documentos de licitação; coleta e avaliação de propostas; contratação e efetivação de compras; expedição e armazenamento no canteiro; obtenção, registro e recuperação de catálogos, desenhos, dados de desempenho e demais.

  • Construção e montagem: à execução propriamente dita de obras civis, instalações e montagem industrial.

  • Gerência de projetos: ao planejamento e controle efetivos, permitindo que todas as fases de execução do empreendimento sejam realizadas de modo a se atingir os objetivos quanto à qualidade, funcionalidade e segurança dos respectivos projetos, dentro do cronograma e orçamento previstos.

  • Serviços especiais: à aerofotogrametria, geomorfologia e geodésia1, topografia e batimetria, oceanografia, geotecnia2, hidrotecnia3 e outros.

  • Desenvolvimento de software: à análise, projeto (design) codificação e teste de programas e tecnologias de computador.

  • Pesquisa e desenvolvimento: à pesquisa e tecnologias em instituições públicas ou privadas.

  • Pesquisas de mercado: à determinação da demanda de um produto por segmentos do mercado.

  • Campanhas publicitárias: à elaboração, desenvolvimento e execução de campanhas publicitárias de lançamento de um produto ou serviço, em agências de publicidade, explorando o segmento de mercado a que se destina.

1 É, ao mesmo tempo, um ramo das Geociências e uma Engenharia, que trata do levantamento e da representação da forma e da superfície da terra, global e parcial, com as suas feições naturais e artificiais e o campo gravitacional da Terra.

2 É a aplicação de métodos científicos e princípios de engenharia para a aquisição, interpretação e uso do conhecimento dos materiais da crosta terrestre e materiais terrestres para a solução de problemas de engenharia.

3 Parte da mecânica relativa à distribuição e à condução das águas.

 

Projetos da área de indústria, referentes a:

  • Implantação, reforma e ampliação: projetos de engenharia, compras técnicas, construção e montagem, gerenciamentos de projetos e outros.

  • Manutenção de máquinas, equipamentos e sistemas: manutenção corretiva ou preventiva, efetuadas de maneira programada.

  • Lançamento de novos produtos: pesquisa de mercado, estudos de engenharia, projeto de produtos, compras técnicas, campanha publicitária, fabricação e montagem e demais.

  • Produção sob encomenda: compras técnicas, fabricação e montagem de produtos, conforme especificações, prazo e preço previamente determinados.

  • Desenvolvimento e implantação de sistemas computacionais: de análise, design, codificação, testes e implantação de sistemas computacionais.

  • Pesquisa e desenvolvimento: pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias, executadas em departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

 

Projetos de infraestrutura, destinados a:

  • Saneamento: distribuição ou captação, estações de tratamento, estações de recalque, emissários oceânicos e demais.

  • Edificações: hospitais, terminais de transporte, silos de armazenagem, conjuntos habitacionais e outros.

  • Transporte: aeroportos, portos, terminais, rodovias, ferrovias, túneis, pontes e outros.

  • Planejamento urbano e regional: estudos locais, sistemas de transporte, recursos naturais, distritos industriais, núcleos habitacionais e outros.

  • Energia: geração convencional (hidro, termo e nuclear); geração não convencional (biomassa, solar, eólica), subestações, transmissão, distribuição e demais.

  • Comunicações: sistemas de transmissão (rádio, tv, dados), centrais de comutação (telefone, dados), redes telefônicas (cabos e dutos), etc.

 

Encontram-se, na literatura pertinente, outras classificações, que incluem, ou excluem, ou ainda complementam os anteriormente citados e pode-se afirmar que todos os tipos de projetos são destinados a uma finalidade, ou seja, algum tipo de implementação, adaptação, inovação, construção, pesquisa, desenvolvimento e assim por diante.

Deve-se ressaltar que um projeto se destina a solucionar algum tipo de necessidade, problemática ou não, o que equivale a dizer que alguém necessita de algum produto ou serviço e que deve e pode ser atendido.

 

Cabe aos especialistas em geração, elaboração, execução e gerenciamento de projetos buscar esse atendimento obtendo-se, na maioria das vezes, a solução ideal decorrente de propostas inovadoras.

Projetos Inovadores

Diferente dos tradicionalmente formais, elaborados somente para legitimar decisões já tomadas, os projetos inovadores estão, no bom sentido, revolucionando a área de empreendedorismo, encontrando na inovação o estímulo para a criação, desenvolvimento e obtenção dos benefícios advindos da inteligência do homem e das suas competências na construção de uma humanidade cada vez mais centrada no ecológico, no ético e no saudável, em prol do bem comum de seus membros. Heloísa Lück (2003, p. 26.) Faz na obra citada uma abordagem sobre projetos, como orientação articulada de inovação, melhoria e transformação:

 

“Considerando que toda situação de trabalho e dinâmica é inter-relacionada a múltiplos fatores, deve-se entender a elaboração de projetos como um processo de resolução de problemas e criação de novas e melhores situações, processo esse igualmente complexo, dinâmico e interativo e que envolve atores, como agentes transformadores.”

 

Com base nessa abordagem de Lück, obtêm-se algumas palavras-chave para caracterizar projetos inovadores:

  • Criação;

  • Nova;

  • Dinâmico;

  • Interativo;

  • Transformadores.

 

Portanto, pode-se concluir que projeto inovador é aquele capaz de transformar, inovar, causar algum tipo de impacto, proporcionar soluções ainda não pensadas. Frente à multiplicidade de fenômenos sociais que vêm redefinindo as relações internacionais promovendo crescente globalização no âmbito da economia, cultura, religião, tecnologia, educação, acaba-se assumindo inovação como sinônimo de competitividade.

Dessa capacidade de lançar novos produtos e serviços com maior velocidade, menor custo e com maior segurança no atendimento às necessidades do mercado, as empresas são lançadas no rol da competitividade e no alcance do mercado externo cada vez mais amplo.

Observa-se que a conceituação dessa competitividade se desvia do embate entre pessoas, empresas, países para se localizar no diferencial inovador da capacidade empreendedora do ser humano. Assim, a aquisição de novos conhecimentos, a busca permanente de atualizações, os processos de aprendizagem continuada contribuem para o pensar inovador, para gerar ideias, para o ser criativo. Segundo Bastos (1991, p.74.), a aprendizagem é

 

“um meio de preparar o indivíduo para enfrentar situações novas

  e é requisito indispensável para a solução de problemas globais”.

 

As instituições de ensino, tanto regulamentares, como profissionalizantes, ao compreenderem o processo de inovação necessário no contexto globalizado e competitivo, estão repensando sua organização curricular. Por possibilitar que o processo ensino-aprendizagem se torne mais dinâmico, interdisciplinar, flexível, atualizado constantemente e apresente concentração de atividades que estimulam a criatividade e o empreendedorismo, a aprendizagem por projetos tem sido excelente opção para a organização curricular. As empresas já se conscientizaram de que promover a inovação tornou-se imprescindível para aumentarem sua competitividade e rentabilidade, mas que ainda precisam ter competência para inovar. Isto exige qualificação de seus recursos humanos, planejamento, equipes multidisciplinares, ferramentas diferenciadas de gestão, entre outros fatores. Mochkalev e Pimenta (2001, p. 49.) consideram alguns aspectos importantes para criar condições necessárias para inovação em uma empresa:

O primeiro é o clima organizacional, compreendendo o ambiente de trabalho e a motivação da equipe; O segundo trata das recompensas adequadas, as quais estimulam a criatividade individual e coletiva. Por fim, a seleção de pessoal, o treinamento do potencial criativo, da iniciativa, da autonomia e da capacidade de trabalhar em equipe. Apresentam-se, também (idem, p.56), alguns fatores condicionantes de clima favorável à inovação numa empresa, quais sejam:

  1. tolerância: para as ideias e as atitudes novas (mesmo ainda não bem formuladas) e para os possíveis erros;

  2. estímulos: para desenvolvimento de flexibilidade intelectual e liberdade na busca de soluções novas;

  3. para a propagação de ideias novas dentro das empresas, mediante vários canais de comunicação, voltados para a interação dos funcionários (especialmente, pessoas com acentuado potencial criativo);

  4. incentivos e treinamentos para trabalhar eficientemente em equipes.

Outros autores se pronunciam a respeito, evidenciando as vantagens advindas. Para Staub (2001, p.5), “não resta dúvida de que a economia contemporânea se move em função da geração e incorporação de inovações. Com efeito, inovar tornou-se a principal arma de competição entre empresas e entre países”. Logo, ao se ter em mãos todo trabalho que vem sendo desenvolvido, pode-se verificar que a formação desses profissionais não compete somente às instituições de ensino profissionalizante, ou de ensino superior. Trata- se da formação holística do indivíduo nos níveis pessoal, social e profissional. Assim, a responsabilidade por sua formação é da escola, desde as séries iniciais, priorizando o desenvolvimento da criatividade, com vistas a estimular a habilidade de inovação.

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