Teosofia
O termo teosofia (do grego, theos = deus, sofia = sabedoria) significa sabedoria de Deus e diz respeito a qualquer tipo de misticismo filosófico que pretende ser baseado matemática ou cientificamente. Na antiguidade, pode ser encontrado no pitagorismo, na filosofia neoplatonica e no gnosticismo. Algumas religiões como o taoísmo, o islamismo sufista, bem como certos aspectos do budismo e do hinduísmo também podem ser consideradas como teosofistas.
Este termo foi primeiramente utilizado pelos filósofos neoplatônicos para se referir a sua própria doutrina, que enfatizava a união entre religião e filosofia, e ao conhecimento das coisas divinas, proporcionado por Deus através de uma inspiração direta. Nesse mesmo sentido, foi retomado na modernidade, após o período renascentista, pelo místico protestante Jacob Böhme (1575 – 1624). Mais tarde, o termo foi empregado pelo filósofo sueco Emanuel Swedenborg (1688 – 1772), que propunha uma combinação entre o mundo natural e o mundo espiritual, bem como uma combinação entre a cosmologia racionalista e a revelação bíblica.
O teosofismo foi, contudo, criticado pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724 – 1804), que afirmava ser impossível que a teologia avançasse, elevando-se à teosofia e aos conceitos transcendentais que lhe dizem respeito, devido à limitação da razão humana. Outro filósofo alemão, Friedrich Schelling (1775 – 1854) utilizava esse termo para se referir aos filósofos que afirmavam ser diretamente inspirados por Deus. Este termo foi primeiramente utilizado pelos filósofos neoplatônicos para se referir a sua própria doutrina, que enfatizava a união entre religião e filosofia, e ao conhecimento das coisas divinas, proporcionado por Deus através de uma inspiração direta.
Nesse mesmo sentido, foi retomado na modernidade, após o período renascentista, pelo místico protestante Jacob Böhme (1575 – 1624). Mais tarde, o termo foi empregado pelo filósofo sueco Emanuel Swedenborg (1688 – 1772), que propunha uma combinação entre o mundo natural e o mundo espiritual, bem como uma combinação entre a cosmologia racionalista e a revelação bíblica. O teosofismo foi, contudo, criticado pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724 – 1804), que afirmava ser impossível que a teologia avançasse, elevando-se à teosofia e aos conceitos transcendentais que lhe dizem respeito, devido à limitação da razão humana. Outro filósofo alemão, Friedrich Schelling (1775 – 1854) utilizava esse termo para se referir aos filósofos que afirmavam ser diretamente inspirados por Deus.
No mundo contemporâneo, a teosofia é estritamente relacionada à filosofia de Swedenborg, do pensador austríaco Rudolff Steiner (1861 – 1925) e da filósofa e ocultista russa Helena Blavatsky (1831 – 1891). Enquanto Swedenborg, como afirmado acima, buscava a união entre o mundo espiritual e o real, tentando explicar as interconexões entre a alma e o corpo, a teosofia de Steiner aparece como uma reação à teoria científica tradicional. Steiner propõe que seu pensamento é tão rigoroso quanto a ciência comum, mas que é superior a ela na medida em que incorpora também as verdades espirituais a respeito da realidade. Afirmava, dentre outras coisas, que o verdadeiro conhecimento era alcançado pela intuição e não pelo pensamento dedutivo. Já Helena Blavatsky fundou, em 1875, a chamada Sociedade teosófica, que apresentavam uma nova teosofia, desta vez por uma mistura de diversas crenças orientais, supostamente fundamentadas em uma inspiração direta por Deus, que envolvem o campo da filosofia mas que, ao mesmo tempo, vão além dele.
Apesar de a descrição feita nos parágrafos anteriores ser comum aos dicionários e manuais de filosofia tradicionais, Helena Blavatsky, em seu texto Um exame da sabedoria universal presente em todas as épocas e nações, a rejeita, afirmando ser esta uma explicação desrespeitosa e precária da teosofia, e que não se deve atribui-la aos filósofos neoplatônicos. A pensadora afirma que atribuir a tais filósofos a intenção de desenvolver suas percepções espirituais e filosóficas através de processos físicos seria o mesmo que considerá-los filósofos materialistas, o que, de fato, é incoerente mesmo com os já citados manuais de filosofia. Em seu texto, Blavatsky defende um ponto de vista a partir do qual, segundo sua compreensão, todos os filósofos, grandes pensadores e escolas filosóficas seriam, necessariamente, teosofistas.
Este ponto de vista afirma que um teosofista é alguém que defende uma teoria de Deus ou de suas obras que é fundamentada não na revelação mas, antes, uma inspiração própria, de modo que, quem quer que tenha sido o primeiro grande pensador e filósofo, seja ele Tales de Mileto ou qualquer outro, já era um teosofista.
Apesar, contudo, da ênfase apresentada no parágrafo acima, a pensadora russa parece não apresentar uma explicação do que seja tal inspiração própria, de modo que as as fontes mais confiáveis para a compreensão filosófica do termo teosofia continuam sendo os tradicionais manuais filosóficos.
Referências:
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Trad. Alfredo Bosi e Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
AUDI, Robert. The Cambridge Dictionary of Philosophy.
New York: Cambridge University Press, 1999.
BUNNIN, Nicholas; YU, Jiyuan. The Blackwell Dictionary of Western Philosophy. Oxford: Blackwell Publishing, 2004.
BLAVATSKY, Helena P. Um exame da sabedoria universal presente em todas as épocas e nações. Disponível em: https://www.filosofiaesoterica.com/o-que-e-teosofia/.
Sociedade Teosófica
A Sociedade Teosófica (S.T.) foi fundada em Nova Iorque, E.U.A., em 17 de novembro de 1875, por um pequeno grupo de pessoas, dentre as quais se destacavam uma russa e um norte americano: a Sra. Helena Petrovna Blavatsky e o cel. Henry Steel Olcott, seu primeiro presidente.
Em 1878 o cel. Olcott e a Sra. Blavatsky partiram para a Índia. Em 3 de abril de 1905, foi estabelecida legalmente a sede internacional da S.T. no bairro de Adyar, na cidade de Chennai (antiga Madras), estado de Tamil Nadu, no sul da Índia, onde permanece até hoje.
Organização e atividades
Com mais de um século de existência, a S.T. espalhou-se por cerca de sessenta países em todos os continentes. Internacionalmente, a S.T. está organizada basicamente em Seções Nacionais, e estas, por sua vez, compõem-se de Lojas e Grupos de Estudos.
A maioria das Lojas e Grupos de Estudos da S.T. realiza reuniões públicas com palestras, cursos, debates e outros eventos deste tipo, bem como atividades de confraternização entre os seus membros e simpatizantes, sempre em conformidade com seus três objetivos. Além disto, em geral, contam com bibliotecas para facilitar estudos e pesquisas.
Não há religião superior à Verdade
Este é o lema da Sociedade Teosófica (S.T.), o qual foi traduzido do sânscrito – Satyan nasti para Dharmah. A palavra Dharma foi traduzida como religião, mas também significa, entre outras coisas, doutrina, lei, dever, direito, justiça, virtude. Portanto, em sentido amplo, o lema da S.T. afirma que não há dever ou doutrina superior à Verdade.
A Fraternidade Humana: primeiro objetivo
Desde os primeiros dias de sua fundação, ainda no século passado, a S.T. estruturou-se sobre o amplo princípio humanitário da Fraternidade Universal; "uma instituição que se fizesse conhecida em todo o mundo e cativasse a atenção das mentes mais elevadas".
Encontra-se nos escritos daqueles primeiros tempos a afirmação de que “é a Humanidade que é a grande órfã, a única deserdada sobre esta Terra – e é dever de todo homem capaz de um impulso altruísta fazer algo, por menor que seja, pelo seu bem-estar”. Por esta razão, o seu primeiro objetivo está formulado da seguinte maneira:
“Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor”.
A busca da Verdade: segundo e terceiro objetivos
Os demais objetivos da S.T. apontam na direção de uma “livre e corajosa investigação da Verdade” e estão formulados como segue:
“Encorajar o estudo de Religião Comparada, Filosofia e Ciência”;
“Investigar as leis não explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem”.
Liberdade de pensamento
Uma vez que a investigação da Verdade somente pode ser de fato empreendida numa atmosfera de liberdade, a S.T. assegura aos seus membros o direito à plena liberdade de pensamento e expressão, dentro dos limites da cortesia e de consideração para com os demais.
Como a Sociedade Teosófica espalhou-se amplamente pelo mundo civilizado, e como membros de todas as religiões tornaram-se filiados dela sem renunciar aos dogmas, ensinamentos e crenças especiais de suas respectivas fés, é considerado desejável enfatizar o fato de que não há nenhuma doutrina, nenhuma opinião, ensinada ou sustentada por quem quer que seja, que esteja de algum modo constrangendo qualquer de seus membros, nenhuma que qualquer deles não seja livre para aceitar ou rejeitar. A aprovação dos seus três objetivos é a única condição para a filiação.
Independência da Sociedade Teosófica
Uma vez que a Fraternidade Universal e a Sabedoria são indefiníveis e ilimitadas e, desde que há completa liberdade de pensamento e ação para cada membro da Sociedade, esta busca sempre manter seu próprio distintivo e único caráter, permanecendo livre de filiação ou identificação com qualquer outra organização.

Henry Steel Olcott
Coronel Henry Steel Olcott, nascido em Orange, Nova Jersey, em 2 de agosto de 1832, cresceu na fazenda do seu pai em Nova Jersey. Em 1860, ele casou-se com Mary Epplee Morgam e tiveram três filhos. Olcott trabalhou como editor no jornal New York Tribune, escrevendo inicialmente artigos sobre agronomia, e posteriormente sobre diversos assuntos, entre os quais o movimento espiritualista estadunidense. Serviu no exército durante a Guerra de Secessão, onde obteve a patente de coronel. Também publicou uma genealogia da sua família que traçava uma linha direta entre ele e Thomas Olcott, um dos fundadores da Hartford, capital do estado americano de Connecticut, em 1636.
Inicialmente, Olcott era um adepto fervoroso da Doutrina Espírita, movimento espiritualista fundado pelo pedagogo francês Allan Kardec, porém converteu-se ao budismo, sendo uma das primeiras personalidades proeminentes do ocidente a adotá-lo formalmente. Em 1874, enquanto escrevia uma série de artigos sobre os irmãos Eddy de Chittenden, conheceu Helena Blavatsky, e em 8 de setembro 1875, junto com ela, William Quan Judge e outros fundaram a Sociedade Teosófica.
Em dezembro de 1878 a sede da Sociedade Teosófica foi mudada para a Índia, e depois estabelecida em Adyar, situada ao sul de Chennai (antigamente chamada de Madras). Blavatsky posteriormente mudou-se para Londres, onde faleceu. Olcott permaneceu na Índia e assumiu a presidência da Sociedade Teosófica após a morte de Blavatsky.
Olcott, enquanto presidente da S.T., construiu várias escolas budistas em Sri Lanka, sendo o Colégio Ananda, Colégio Nalanda, Colégio Dharmaraja e o Visakha Vidyalaya apenas alguns exemplos. Sua influência na Sociedade Teosófica favoreceu grandemente um renascimento do budismo no Sri Lanka, e posteriormente no ocidente.
Uma estátua foi construída em sua homenagem em Maradana, e uma rua em Colombo (capital do Sri Lanka) recebeu o seu nome. Ele ainda é recordado por muitos em Sri Lanka, e especialmente pelos estudantes das escolas que fundou.
Morreu em Adyar, Madras, em 17 de Fevereiro de 1907, com 74 anos.
Bibliografia
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Outlines of the first course of Yale agricultural lectures (1860)
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Sorgho and Imphee, the Chinese and African sugar canes (1857)
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Descendents of Thomas Olcott (1872)
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Human Spirits and Elementaries (1875)
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People from the other world (1875)
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A Buddhist Catechism (1881)
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Theosophy, Religion, and Occult Science (1885)
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The Hindu Dwaita Catechism (1886)
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The Golden Rules of Buddhism (1887)
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The Kinship between Hinduism and Buddhism (1893)
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The Poor Pariah (1902)
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The Life of the Budha and its Lessons (1912)
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Old Diary Leaves (em 6 volumes):
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Vol. II (1878-1883) -
Vol. III (1883-1887)
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Vol. IV (1887-1892)
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Vol. V (1893-1896)
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Vol. VI (1896-1898)
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Vol. I (1874-1878)
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William Quan Judge
William Quan Judge (Dublin, Irlanda,1851 – 1896) foi um dos fundadores da Sociedade Teosófica original.
Vida
Quando tinha treze anos, sua família migrou para os Estados Unidos. Se tornou um cidadão naturalizado aos 21 anos. Foi aprovado no exame da Corte Estadual de Nova Iorque, especializando-se em Direito Comercial.
Apesar de ainda ser jovem, ele estava entre os dezessete primeiros que juntos criaram a Sociedade Teosófica. Como Helena Blavatsky e Henry Olcott, ele permaneceu na organização enquanto outros saíram. Quando Olcott e Blavatsky deixaram os Estados Unidos para irem à Índia, Judge ficou para manter a S.T. viva, enquanto trabalhava como advogado.
Obras
Judge escreveu artigos para várias revistas teosóficas e também o livro introdutório O Oceano da Teosofia em 1983. Ele se tornou o Secretário Geral da Seção Americana da ST em 1884. Nesse período ele se envolveu em uma disputa com Olcott e Annie Besant sobre suas alegadas cartas forjadas dos Mahatmas. Como resultado, ele terminou a sua associação com Olcott e Besant em 1895 e levou a maioria da Seção Americana da ST com ele. Judge liderou por cerca de um ano a sua nova organização, até a sua morte, quando a liderança passou para Katherine Tingley. A organização surgida da facção liderada por Olcott e Besant está hoje baseada na Índia e conhecida como Sociedade Teosófica - Adyar, mas frequentemente com indicação da sede em Pasadena, Califórnia, nos EUA.
Após a sua morte, sua organização se dividiu, entre estas surgiram a Temple of the People (cuja biblioteca tem o seu nome) em 1898 e a United Lodge of Theosophists (ULT), em 1909
www.ocultura.org.br/index.php/William_Quan_Judge
Charles Webster Leadbeater, Annie Wood Besant, Visconde de Figanière, Anna Kingsford, George Robert Stow Mead, Alice Bailey, Alfred Percy Sinnett, Geoffrey Hodson, Elena Andreyevna Fadeyeva, William Wynn Westcott, Elizabeth Clare Prophet, Franz Hartmann, Mabel Collins, Morya, Pyotr Alekseyevich Gan, Randolph Stone, Wilhelm Hübbe Schleiden, Archibald Keightley

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