A Doutrina Secreta, Vol 1
A obra foi publicada em 1888 e é composta de dois volumes. O volume I é dedicado à cosmogénese, e é basicamente composto sobre estudos relativos à evolução do universo.
A cosmogênese descreve a origem do cosmo, e de tudo que existe nele, a partir do Princípio Uno, e a sua posterior evolução.
Segundo Blavatsky, o Princípio Uno (a Deidade Una ou Absoluto) é idêntico ao conceito de Parabrahman dos vedantinos (assim como esta palavra, muitas expressões no livro aparecem escritas em sânscrito) e ao Ain Soph dos cabalistas.
A Deidade Una é, ao mesmo tempo, Existência Absoluta e Não-Existência Absoluta. A única percepção que nossa limitada consciência pode ter do Princípio Uno é entendê-lo como sendo o Espaço Absoluto Abstrato.
Importante observar que, para Blavatsky, este Princípio Uno não é o Deus criador das religiões monoteístas, pois sendo Absoluto e Não-Manifestado não pode criar. De acordo com o livro, o Deus “criador” é um coletivo de seres intra-cósmicos, emanados do Princípio Uno, que trabalhou sobre a matéria, ordenando-a. Blavatsky chama os seres divinos desta hierarquia de Dhyan-Chohans. Segundo ela, estes seres são chamados no livro do Gênesis e na cabala judaica de Elohim.
Segundo a autora, a existência e evolução do Universo e dos planetas é uma alternância de períodos de atividade e inatividade, que ela chama de “Dias e Noites de Brahman”.
No livro, a cosmogênese é descrita iniciando com a emanação de um Princípio da Deidade Una. Este Princípio, que Blavatsky chama de Brahman, diferencia-se em duas Forças opostas, Masculino-Feminino, Positivo-Negativo, que ela chama de Brahmâ. Esta Potência é a força “criadora” que, no início de um período de atividade (chamado por Blavatsky de manvantárico), acorda o universo e inicia um novo ciclo.
Segundo a cosmogênese apresentada no livro, dois elementos inseparáveis formam o universo: a Ideação Cósmica e a Substância Primordial (chamada por Blavatsky de Mulaprakriti e, segundo ela, referenciada no livro do Gênesis como sendo o “Caos primordial”). Uma, positiva e ativa, a outra, negativa e passiva. A ideação pré-cósmica é a raiz de toda a consciência individual, e a substância pré-cósmica é o substrato da matéria em seus vários graus de manifestação.
Esta cosmogênese é descrita por Blavatsky como uma “fertilização imaculada” da natureza primordial pelo Espírito Universal. Ela descreve geometricamente isto por meio de um ponto inscrito em um círculo (formando, segundo ela, a década pitagórica, o ponto representando o “1” e o círculo o “0”), e diz que “O Uno é um círculo não interrompido (anel) e sem circunferência, porque não está em parte alguma e está em toda a parte; o Uno é o plano sem limites do círculo, que manifesta um diâmetro somente durante os períodos manvantáricos; o Uno é o ponto indivisível, que não está situado em parte alguma, e percebido em toda parte durante aqueles períodos.” (A Doutrina Secreta).
Uma força importante na formação do universo é Fohat, o “incessante poder formador e destruidor”. Durante um período de inatividade do universo, no imanifestado antes da formação do cosmos objetivo, Fohat permanece latente e coeterno com Parabrahman e Mulaprakriti. Ele é o aglutinador de ambos, que liga e separa, sendo assim o desejo criador. No período de atividade, de manifestação do universo, Fohat torna-se o raio divino da criação que aplica a Ideação Cósmica no seio da Substância Primordial.
Interessante observar que a descrição feita por Blavatsky quanto à formação de estrelas e planetas por Fohat, no final do século XIX, é, por vezes, comparada à moderna teoria de formação das estrelas da astrofísica, confirmada cientificamente apenas no século XX, ainda que se assemelhe profundamente à teoria de Kant-Laplace, que já fora formulada na altura. Numa perspectiva teosófica, contudo, tanto a cosmogênese de Blavatsky quanto as teorias de Laplace, Pitágoras, Amônio Sacas e outras semelhantes, partilham a sua origem na tradição esotérica.
Nas Estâncias de Dzyan diz-se que “[Fohat] Ao iniciar a sua obra, separa as Centelhas do Reino Inferior, que se agitam e vibram [tal como a energia de uma proto-estrela] de alegria em suas radiantes moradas, e com elas forma os Germes das Rodas [a proto-estrela e os proto-planetas].
Colocando-as nas seis Direções do Espaço, deixa uma no Centro: a Roda Central [a estrela que nasce].” (Stanza V,3) e “Ele [Fohat] as constrói [os sistemas planetários] à semelhança das Rodas mais antigas [com material resultante da morte de estrelas mais antigas] … Ele junta a Poeira de Fogo [poeira cósmica]. Forma Esferas de Fogo [proto-estrelas], corre através delas e em seu derredor, insuflando-lhes vida e, em seguida, as põe em movimento [rotação]: umas nesta direção, outras naquela” (Stanza VI,4). Observe-se que as partes entre colchetes não fazem parte das Estâncias, mas são comentários introduzidos para mostrar a semelhança entre as duas teorias.
A Doutrina Secreta - (Vol. II): Simbolismo Arcaico Universal: Volume 2
Edição original em inglês foi lançada simultaneamente em Londres e Nova Iorque no ano de 1888. Escrito há mais de um século, esta obra continua atual. No entender da autora, a teosofia é a sabedoria divina, eterna, que, periodicamente é reapresentada aos homens, adaptada à época e às condições espaciais.
A obra toda foi dividida em seis volumes para tornar possível a um maior número de leitores o acesso à sabedoria de seu conteúdo, que tem por objetivo demonstrar que a Natureza não é uma aglomeração fortuita de átomos; mostrar ao homem o lugar que por direito lhe compete no Universo e evitar que sejam desvirtuadas as verdades arcaicas que constituem a base de todas as religiões. Após trat
ar da Cosmogênese no Volume I, neste a autora trata do simbolismo arcaico com uma visão aprofundada do significado oculto das crenças e tradições.
A Doutrina Secreta - (Vol. III): Antropogênese: Volume 3
Escrito há mais de um século, esta obra continua atual. No entender da autora, a teosofia é a sabedoria divina, eterna, que, periodicamente é reapresentada aos homens, adaptada à nossa época.
A obra toda foi dividida em seis volumes para tornar possível a um maior número de leitores o acesso à sabedoria de seu conteúdo que tem por objetivo demonstrar que a Natureza não é uma aglomeração fortuita de átomos; assinar ao homem o lugar que por direito lhe compete no Universo e evitar que sejam desvirtuadas as verdades arcaicas que constituem a base de todas as religiões.
Neste volume, a autora trata da Antropogênese dentro de uma abordagem evolucionista impactante que gerou reações de todos os tipos, em seu tempo, e até hoje, ainda é alvo de polêmicas por ser completamente diferente do que propôs Darwin em seus escritos sobre as origens do homem.
A Doutrina Secreta Vol IV: O Simbolismo Arcaico das Religiões do Mundo e da Ciência
Escrito há mais de um século, esta obra continua atual. No entender da autora, a teosofia é a sabedoria divina, eterna, que, periodicamente é reapresentada aos homens, adaptada à nossa época.
A obra toda foi dividida em seis volumes para tornar possível a um maior número de leitores o acesso à sabedoria de seu conteúdo que tem por objetivo demonstrar que a Natureza não é uma aglomeração fortuita de átomos; assinar ao homem o lugar que por direito lhe compete no Universo e evitar que sejam desvirtuadas as verdades arcaicas que constituem a base de todas as religiões.
Neste volume a autora aborda as doutrinas esotéricas corroboradas em todas as Escrituras e da comparação entre a Doutrina Secreta e a Ciência.
A Doutrina Secreta - (Vol. V): Ciência, Religião e Filosofia: Volume 5
Escrito há mais de um século, esta obra continua atual. No entender da autora, a teosofia é a sabedoria divina, eterna, que, periodicamente é reapresentada aos homens, adaptada à nossa época.
A obra toda foi dividida em seis volumes para tornar possível a um maior número de leitores o acesso à sabedoria de seu conteúdo que tem por objetivo demonstrar que a Natureza não é uma aglomeração fortuita de átomos; assinar ao homem o lugar que por direito lhe compete no Universo e evitar que sejam desvirtuadas as verdades arcaicas que constituem a base de todas as religiões.
Neste volume revela o simbolismo e as alegorias esotéricas dos antigos filósofos arianos, gregos e outros para provar que a chave de interpretação das regras orientais indo-budistas de Ocultismo se adapta tanto aos Evangelhos cristãos como aos livros arcaicos egípcios, gregos, caldeus, persas e hebreu-mosaicos.
A Doutrina Secreta Vol VI: Objeto dos Mistérios e Prática da Filosofia Oculta: Vol 6
A obra toda foi dividida em seis volumes para tornar possível a um maior número de leitores o acesso à sabedoria de seu conteúdo que tem por objetivo demonstrar que a Natureza não é uma aglomeração fortuita de átomos; assinar ao homem o lugar que por direito lhe compete no Universo e evitar que sejam desvirtuadas as verdades arcaicas que constituem a base de todas as religiões.
Neste último volume a autora trata do objeto dos mistérios e prática da filosofia oculta, a partir uma extensa abordagem sobre Gautama Buda e suas reencarnações, e termina com alguns apontamentos sobre o significado da filosofia oculta na vida diária